O que é esse site, de onde vêm os dados e o que dá (e o que não dá) pra fazer com eles.
É uma base de dados e um site de consulta com todos os políticos em mandato no Brasil: prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, senadores e deputados (federais, estaduais e distritais), com o partido, o município/UF e a diretoria nacional de cada legenda. Também cruza esses eleitos com o dinheiro que os partidos receberam do Fundo Eleitoral.
A ideia é juntar num só lugar informação que o TSE publica espalhada em vários arquivos técnicos, de um jeito fácil de buscar, filtrar e visualizar (inclusive num mapa interativo do Brasil).
100% do Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — a mesma fonte oficial usada por imprensa e pesquisadores. Nenhum dado é estimado ou inventado.
consulta_cand das eleições municipais de 2024 e gerais de 2022.órgão partidário, atualizado semanalmente pelo TSE.fefc_fp) de 2022 e 2024.Os mandatos atualmente em exercício:
| Cargo | Mandato | Eleição de origem |
|---|---|---|
| Prefeito, vice-prefeito, vereador | 2025–2028 | Municipal 2024 |
| Senador, deputado federal/estadual/distrital | 2023–2027 | Geral 2022 |
Como senadores e deputados foram eleitos em 2022, a próxima renovação desses cargos só acontece nas eleições gerais deste ano (2026) — a base será atualizada quando o TSE consolidar esses resultados.
Não. É um projeto independente que reorganiza dados públicos oficiais do TSE pra facilitar a consulta. Todas as informações podem ser conferidas diretamente na fonte original em dadosabertos.tse.jus.br.
Duas razões principais:
ELEITO, ELEITO POR QP (quociente partidário) ou ELEITO POR MÉDIA. Substituições, suplências e decisões judiciais posteriores à eleição podem gerar pequenas diferenças com contagens feitas em outros momentos.Os dados vêm direto da fonte oficial e são confiáveis, mas o site em si é um projeto pessoal, sem qualquer curadoria editorial ou verificação adicional além do processamento técnico descrito acima. Pra qualquer uso formal (jornalístico, acadêmico, jurídico), recomendamos sempre conferir a informação equivalente direto no TSE.
Um resumo rápido de cada cargo e termo usado no site.
É a executiva nacional de cada partido — o grupo de dirigentes (presidente, vice-presidente, secretário-geral, tesoureiro etc.) responsável por administrar a legenda, sem relação direta com quantos eleitos o partido tem. Um partido pequeno em número de eleitos pode ter uma diretoria totalmente estruturada, e vice-versa.
A sigla é o nome curto do partido (PT, PL, MDB...) e o número é o código de 2 dígitos usado na urna eletrônica (13, 22, 15...). Cada partido tem só uma combinação de sigla/número em todo o Brasil.
No sistema proporcional (vereador, deputado), ninguém é eleito só com votos próprios — o resultado depende também da votação do partido/coligação inteiro:
É o período de exercício do cargo. No Brasil, prefeito, vice-prefeito, vereador, deputado (todos os níveis) e presidente têm mandato de 4 anos; senador tem mandato de 8 anos (por isso as eleições do Senado se alternam entre renovar 1/3 ou 2/3 das cadeiras a cada pleito).
É o identificador numérico que o TSE usa internamente pra cada município — diferente do código do IBGE (usado em outras bases públicas, como dados de população ou orçamento). O site usa o código do TSE porque é o que aparece nos arquivos oficiais de resultado eleitoral.
O dinheiro público que financia as campanhas — o que é, por que existe e quem paga a conta.
O nome oficial é Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). É uma verba pública, liberada só em anos de eleição, que os partidos usam para pagar despesas de campanha: propaganda, deslocamento de candidatos, material gráfico, pesquisas, impulsionamento de conteúdo em redes sociais, entre outros gastos eleitorais.
Até 2015, empresas podiam doar diretamente para campanhas e partidos. Em setembro de 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou essa prática inconstitucional (ADI 4.650), por entender que o poder econômico das empresas distorcia a igualdade entre os candidatos e abria espaço para influência indevida sobre o resultado das eleições.
Com a doação empresarial proibida, o Congresso criou o Fundo Eleitoral pela Lei nº 13.487/2017 (que alterou a Lei das Eleições, Lei nº 9.504/1997, incluindo os artigos 16-C e 16-D) como uma fonte alternativa de financiamento, pra que as campanhas — principalmente de quem não tem grande patrimônio pessoal — continuassem viáveis.
O valor é definido todo ano eleitoral na Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada pelo Congresso Nacional. O Tesouro Nacional repassa a verba ao TSE, que distribui aos diretórios nacionais de cada partido, que por sua vez repassam aos candidatos e diretórios estaduais/municipais.
Não existe uma "taxa" específica paga só por quem quer financiar campanhas: é uma fração do orçamento público geral, na mesma cesta de onde saem gastos com saúde, educação, infraestrutura etc.
A distribuição segue critérios fixados em lei e detalhados pela Resolução-TSE nº 23.605/2019, usando como referência o desempenho de cada partido na última eleição geral para a Câmara dos Deputados:
| Critério | Fatia do fundo |
|---|---|
| Dividido igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado no TSE | 2% |
| Proporcional aos votos que o partido recebeu para a Câmara dos Deputados | 35% |
| Proporcional ao número de deputados federais eleitos pelo partido | 48% |
| Proporcional à representação do partido no Senado Federal | 15% |
É por isso que partidos com muitas cadeiras na Câmara e no Senado concentram a maior fatia — e por isso que o ranking deste site cruza "quantos eleitos o partido tem" com "quanto recebeu do fundo": partidos grandes tendem a receber mais e eleger mais, mas nem sempre na mesma proporção (é o que a métrica "R$ por eleito" tenta capturar).
Não, são dois fundos públicos diferentes:
Este site mostra apenas o Fundo Eleitoral, por ser o mais diretamente ligado às campanhas e aos eleitos que a base cobre.
| Eleição | Valor total | Partidos contemplados |
|---|---|---|
| 2022 (geral) | R$ 4,87 bilhões | 32 |
| 2024 (municipal) | R$ 4,95 bilhões | 29 |
| 2026 (geral) | R$ 4,96 bilhões* | 30* |
*Valor de 2026 divulgado pelo TSE em junho/2026, referente às eleições gerais deste ano. A base de dados deste site ainda cobre 2022 e 2024 — 2026 poderá ser incorporado quando os resultados forem consolidados pelo TSE.
É o total que o partido recebeu do Fundo Eleitoral (somando 2022 e 2024) dividido pelo número de pessoas que o partido efetivamente elegeu nesses dois pleitos. Não é um indicador oficial do TSE — é um cálculo deste site pra ajudar a comparar, na brincadeira do ranking, quais partidos "converteram" mais dinheiro público em cadeiras conquistadas. Partidos sem nenhum eleito ficam de fora dessa conta específica.